Já visitou as ruínas de Conímbriga?

As ruínas de Conímbriga localizam-se na freguesia de Condeixa-a-Velha, a 17 quilómetros de Coimbra e 2 quilómetros de Condeixa-a-Nova.

As ruínas de Conímbriga estão classificadas como Monumento Nacional, tendo sido palco de escavações arqueológicas desde o século XIX.

 

Conímbriga

Conímbriga é uma povoação estabelecida desde a Idade do Cobre. Foi um importante centro durante o Império Romano. Esta povoação manteve-se habitada até, pelo menos, ao século IX.

Trata-se de um dos maiores sítios arqueológicos dos que há vestígios em Portugal.

Pensa-se que esta povoação existiu desde a Idade do Cobre à Idade do Bronze, porém há a possibilidade que esta já existisse antes – altura da Idade da Pedra.

Da altura da Idade do Bonze (séc. XVIII a.C. e IX) foram encontrados certos objectos: foice, fíbula e cerâmicas.

 

 

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Neste último século, os Fenícios (povo habitante do actal Líbano) estabeleceram várias feitorias ao longo da costa mediterrânica da Península Ibérica. Depois de varar o Estreito de Gibraltar fizeram o mesmo na costa atlântica na zona do Baixo Mondego (entre Montemor-o-Velho e Maiorca) e no Castro de Santa Olaia (concelho de Figueira da Foz). Nesta altura comercializavam os seus produtos no mercado: pentes, loiças, marfins e vidros, mais tarde começaram também a comercializar vasos gregos.

 

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A primeira chegada dos Romanos a Conímbriga deu-se em 138 a.C.

Na época do Imperador Romano Augusto Conímbriga começou a ser reformada e remodelada e adaptada ao urbanismo romano. O fórum foi o primeiro edifício a ser levantado. A seguir, criaram-se as termas da cidade tomando água de Alcabideque.

Os romanos trouxeram com eles novos elementos de engenharia civil: as colunas, os mármores, a argamassa de cal, o estuque e a pedra esquadriada.

Desta forma, o fórum tornou-se o centro da vida da cidade, dado que era nele que se encontravam as autoridades e o comércio. Do lado do poente aos mercantes eram atribuídas nove lojas para o desenvolvimento das actividades comerciais.

 

Anfiteatro

O anfiteatro de Conímbriga, outrora cheio de terra, tinha uma arena oval com aproximadamente 98 x 86 metros. Para entrar neste recinto, haviam no total seis túneis, três de cada lado.

 

Templo

O templo de Conímbriga encontra-se em muito mau estado de conservação. Dele somente restaram poucas pedras. O templo era tão pequeno que nele só cabiam as estátuas divinas – não havendo espaço para a realização de ofícios religiosos. Este edifício estava ligado à praça por uma pequena escada lateral.

 

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Praça

A praça de Conímbriga tinha um pórtico que a rodeava em três lados diferentes. Mais à frente havia um outro pórtico, servia de ádito à varanda do templo.

A entrada da praça era feita varando um arco, daí chegava-se até ao templo e a uma fonte;  do outro lado, dada a péssima preservação, é impossível determinar o seu uso. Os pilares estavam ornamentados com filetes que os dividiam em meia-cana.

 

Termas

As termas datam também da época de Augusto. Como não havia nascente em Conímbriga que pudesse suportar o abastecimento da água para as termas, decidiu-se procurar fontes externas de alimentação. Achou-se um poço a um bocado mais de meia légua que poderia suportar a demanda.

O edifício tinha à entrada três divisões para o segurança e os vestuários. O complexo termal de Augusto é relativamente pequeno, mas suficiente para a cidade que estava a crescer.

Como era norma romana nos banhos, havia três piscinas; uma de água fria, uma morna de transição e uma de água quente. Fora dos banhos própriamente ditos, o complexo tinha um ginásio.

 

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Casas

As casas em Conímbriga tinham um formato rectangular e encontravam-se alinhadas, diferentemente das antigas povoações das actuais regiões da Beira central (Beira Alta e Beira Litoral), de Trás-os-Monte, do Minho e da Galiza.

 

Museu

Actualmente existe um Museu Monográfico de Conímbriga foi criado em 1962, paralelamente ao recomeço da actividade exploradora nas Ruínas.

Este museu encarrega-se da divulgação ao pública dos achados arqueológicos de Conímbriga.

 

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As ruínas de Conímbriga são agora classificadas como ZEP ( Zona Especial de Protecção) pela Direcção-Geral do Património Cultural.

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Escrito por A Senhora do Monte

Uma homenagem ao Portugal das tradições, dos saberes e dos sabores.