Relembre-se das plantas que os nossos avós usavam nos seus jardins!

Todos nós temos uma imagem idílica do jardim dos nossos avós. Relembre-se das plantas que os nossos avós usavam nos seus jardins!

Os nossos avós eram mestres em jardinagem. Quem se lembra de brincar entre flores e arbustos e sentir os seus aromas inebriantes? Vamos listar as plantas tradicionais dos jardins portugueses!

Hoje em dia é difícil encontrar jardins tão aprumados, floridos e aromáticos como antigamente.

Que tal fazer uma viagem ao passado para se lembrar das flores e plantas que eram passadas de geração em geração e trocadas na vizinhança pelos nossos avós?

Plantas tradicionais dos jardins portugueses

Dálias

Com vários formatos e cores diferentes, as dálias são excelentes representantes da beleza que podem surgir da terra.

Esta planta de flor “repolhuda” está um pouco caída no esquecimento pois somente florescem nos fins de julho até ao fim do Outono.

As suas pétalas são comestíveis e as raízes podem ser cozidas para consumo como hortaliça. Do amido abundante na raiz também se pode se extrair frutose (adoçante indicado para diabéticos).

 

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Hortênsias

As hortênsias esbanjam beleza e não se contentam em oferecer uma flor na ponta de cada ramo.

Estas plantas eram usadas para enfeitar a mesa do almoço de domingo em família.

Ao contrário do que muita gente pensa, não existem hortênsias de várias cores, mas sim plantas que adquirem cores variadas de acordo com o pH do solo onde estão plantadas. Só para ter uma noção uma mesma planta pode dar flores azuis, rosas ou brancas, consoante o pH do solo.

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Margaridas

As avós gostavam especialmente destas plantas perenes, que produzem flores na primavera, e ajudavam a dar aquele ar campestre aos jardins.

As margaridas podem ser plantadas em vasos, jardineiras ou canteiros.

 

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Antúrios

Quando se falava em plantas para dentro de casa os antúrios eram das flores mais usadas. As avós gostavam de limpar as suas folhas com um paninho de flanela para as livrar do pó.

É uma planta rústica de fácil cultivo, bastante resistente e apresenta óptimos resultados com o mínimo de cuidados. Gostam de locais bem iluminados mas protegidos do sol directo para que as folhas não fiquem queimadas.

 

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Cravos de defunto

Os cravos de defunto também conhecidos como tagetes, cravos túnicos, cravos da índia ou cravinhos são de fácil cultivo perfeitos para embelezar vasos e canteiros.

Segundo a sabedoria popular, nos jardins dos nossos avós era habitual encontrarmos esta planta misturada com outras e até mesmo com vegetais. Tal facto deve-se pois esta planta funciona como repelente natural próximo de hortas. Evita pragas em vegetais e frutos pois o seu aroma repele certos insectos e combate os ataques dos nematóides – vermes que atacam as raízes das plantas provocando a sua morte.

 

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Roseiras

As roseiras sempre foram as meninas dos olhos das nossas avós! Muitas conversas com as vizinhas e comadres sobre podas e adubação de roseiras deram panos para mangas.

Lembra-se da sua avó dizer que nunca se deve podar as roseiras na Lua Minguante? E que caso o fizessem estas iriam definhar, paravam de crescer e não voltariam a dar flores?

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Gladíolos

Os gladíolos também são um grande clássico dos jardins das nossas avós! Estas espigas de flores também conhecidas por palmas de Santa Rita, eram bastante importantes para quem era devoto a esta santa.

Esta planta é de fácil cultivo, baixo custo de implantação e rápido retorno.

 

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Onze horas / Portulacas

Esta planta, da mesma família que as beldroegas, aparecia em qualquer cantinho do jardim, fosse numa fenda no chão ou num muro.

As onze horas possuem pétalas delicadas em várias cores vibrantes. Gostam de muito do sol e florescem  o ano inteiro – diminuindo no inverno. Embora o clima quente seja o seu preferido tolera certas geadas, podendo ser cultivada em todo o país.

 

 

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Jarros

Esta flor elegante e graciosa ilumina e enche de alegria qualquer ambiente.

Lembra-se de ver estas flores numa zona húmida em que as águas da chuva faziam poças? Pois bem, as avós sabiam bem o que faziam pois estas plantas crescem bem em ambientes com muita humidade.

É necessário cautela no manuseio dos jarros pois são considerados plantas tóxicas devido ao oxalato de cálcio presente na sua composição. No caso de haver contacto na língua ou nos lábios provoca irritação, inchaço, salivação abundante, dificuldade de engolir e de respirar.

Leia também: Plantas tóxicas

 

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Zínias

Esta planta anual produz sementes grandes, como os girassóis. As suas flores de diferentes cores enfeitavam as bordaduras e os canteiros dos jardins dos nossos avós.

Uma característica interessante é o longo período de florescimento das zínias. Estas, após cada colheita, desenvolvem gemas localizadas na base dos ramos, resultando na criação de novos galhos e, consequentemente, novas flores.

 

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Girassóis

Sabia que para sobreviverem, os girassóis precisam ter as suas flores voltada para o sol, do nascente ao poente? Segundo os cristãos, os seres humanos também devem estar voltados para o Sol / Cristo garantindo a luz e a felicidade.

Esta planta, conhecida como o símbolo da páscoa, é resistente à seca e às baixas temperaturas.

Leia também: Propriedades e indicações terapêuticas dos girassóis

 

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Cravinas

Parente dos cravos, é conhecida também por craveiros, cravos-dos-poetas e cravinas dos jardins.

Esta planta perene de aroma suave e doce era muito utilizada em vasos, floreiras, bordaduras e canteiros.

Conhecida como amigas das abelhas, as cravinas são muito resistentes, fáceis de manter e muito duradouras.

 

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Amores-perfeitos

Os amores-perfeitos são pequenas plantas que geralmente não ultrapassam os 30 cm de altura.

Possuem flores de muitas cores que formam um grande número de padrões, geralmente combinando uma, duas três e até quatro cores. Podem ser cultivados em vasos, floreiras ou nos jardins, isoladamente ou em grupos.

 

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Malmequeres

Malmequer é a designação dada a várias espécies da família das compostas,  algumas das quais são também designadas de bem-me-quer, crisântemos, calêndulas e margaridas.

A presença de malmequeres era obrigatória nos jardins dos nossos avós. Quem não se lembra da lenga lenga: “malmequer, bem-me-quer, muito, pouco ou nada…

Os malmequeres não requerem muito trabalho e para quem gosta de flores o ano inteiro estes são a escolha ideal.

 

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Fetos

Os fetos eram uma presença constante nos parapeitos, varandas ou alpendres das nossas avós.

Usados maioritariamente em floreiras suspensas, faziam as delícias de qualquer alpendre!

 

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Sardinheiras

As flores das sardinheiras são tão coloridas, vistosas e aromáticas que podem ser utilizadas em canteiros, vasos ou bordaduras de jardins. Por este motivo, é uma planta bastante utilizada para decorar as casas e os jardins portugueses.

Leia também: Gosta de sardinheiras? Aprenda a plantar e a cuidar desta planta ornamental

 

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Para saber em que mês deve plantar ou semear certas flores no seu jardim / quintal – acompanhe o nosso Calendário Anual de Flores

Se se lembrar de mais plantas que era costume encontrar nos jardins dos seus avós partilhe as suas memórias connosco!

 

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Escrito por A Senhora do Monte

Uma homenagem ao Portugal das tradições, dos saberes e dos sabores.