Conhece a história do assassino do Aqueduto das Águas Livres?

Diogo Alves ficou conhecido como o assassino do Aqueduto das Águas Livres.

Os assassinatos começaram em 1836. Pensa-se que em 1837, Diogo Alves, nascido em 1810 na Galiza, já tinha assasinado mais de 70 pessoas.

Não se sabe ao certo como o criminoso terá arranjado as chaves falsas do Reservatório da Mãe de Água. Era por aqui que este se infiltrava nas galerias do Aqueduto das Águas Livres, onde praticava diversos assaltos acabando por atirar as vítimas do topo do Arco Grande, a uma altura de 65 metros, para que ninguém o pudesse denunciar.

 

Aqueduto das Águas Livres?

 

Mais tarde e devido à invulgar sucessão de corpos encontrados no vale de Alcântara, o Aqueduto acabou por ser fechado, mantendo-se assim durante décadas.

Diogo Alves viu-se então obrigado a mudar de esquema, formando uma quadrilha prosseguindo com a sua carreira criminosa – acabando por ser apanhados após o massacre da família de um médico.

Diogo Alves e os seus capangas foram presos e condenados à morte em 1840. A curiosidade interessante sobre a condenação de Diogo trata-se de que os crimes cometidos no Aqueduto das Águas Livres não constam do seu processo.

 

Diogo Alves acabou por ser enforcado às 14h15m do dia 19 de Fevereiro de 1841, no cais do Tojo.

 

Este enforcamento ficou marcado na história de Portugal pois diz-se que Diogo Alves foi o último condenado à morte em Portugal.

Após o enforcamento, alguns cientistas da Escola Médico Cirúrgica de Lisboa deceparam as cabeças dos bandidos como objectivo de poderem estudar algumas das possíveis causas da sua malvadez. Como é óbvio, não conseguiram grandes resultados desse estudo.

 

Aqueduto das Águas Livres?

 

Diz-se que a cabeça de Diogo Alves encontra-se conservada em formol na Faculdade de Medicina de Lisboa.

A cabeça realmente existe bem como vários crânios. Mas na verdade, não se sabe se a cabeça conservada em formol se trata de Diogo ou de um dos seus cúmplices.

Caso queira visitar o Aqueduto das Água Livres deverá dirigir-se ao Museu da Água. Esta instituição responsável pelo Aqueduto reabre-o periodicamente ao público, mediante marcação prévia – Museu da Água

 

Conhece a história do assassino do Aqueduto das Águas Livres?

 

Escrito por A Senhora do Monte

Uma homenagem ao Portugal das tradições, dos saberes e dos sabores.