História da Quinta da Aveleda

A história da Quinta da Aveleda perde-se no tempo mas existem inúmeros registos sobre a mesma a partir do século XVI.

Tratou-se sempre de uma propriedade agrícola composta por um conjunto de quintas que, ao longo dos anos, passaram de mão em mão, até que Manoel Pedro Guedes de Silva da Fonseca, em torno 1850, entediado da vida da capital e da política, começou a apaixonar-se pela sua Quinta e foi viver para a Aveleda. Era uma pessoa com uma grande visão e dedicou-se à propriedade, plantando vinhas, fazendo obras, desenvolvendo as estruturas da Quinta, construindo inclusive uma adega com capacidade para 300 pipas.

O segundo filho de Fernando Guedes – Roberto Guedes – começou a ajudar o pai quando acabou o serviço militar. De todos os irmãos – quatro irmãs e três irmãos – foi na altura o único a trabalhar na Aveleda e por lá ficou. Em 1946, à morte de Fernando Guedes, os filhos constituem uma sociedade agrícola para administração da propriedade. É neste período que a Quinta mais se desenvolve, graças ao vertiginoso aumento das vendas de Vinho Verde para o Brasil e mercados de África. Nesta fase de prosperidade são frequentes os melhoramentos, as construções de novos edifícios e o engrandecimento dos jardins e parque. Dois nomes ficaram ligados a esta fase – Roberto e Fernando, que se dedicaram apaixonadamente à empresa.

 

Quinta da Aveleda

 

 

Nos anos de 1950 e 1960 foram feitos grandes investimentos em tecnologia e recursos humanos numa altura em que as vendas aumentaram exponencialmente, tanto no mercado interno como externo. Casal Garcia, lançado em 1939, foi o primeiro Vinho Verde engarrafado que apareceu no Brasil, sendo os mercados das ex-colónias os principais mercados externos. Surge também nesta altura o vinho Quinta da Aveleda. No final da década de 60, passam a dirigir executivamente a Sociedade António e Luís Guedes, que prosseguem os esforços de crescimento e investimento, tendo nomeadamente realizado a plantação de 120 novos hectares de vinha segundo as mais modernas técnicas vigentes.

 

A partir de 1995, inicia-se uma nova fase de expansão com investimentos significativos na melhoria da qualidade de produção de vinho e na sua embalagem: a par de um aumento significativo da capacidade de armazenagem; de uma melhoria do tratamento dos vinhos pelo frio; de uma melhoria da vinificação, que passa também a efectuar-se por castas; é aumentada a área do armazém de engarrafamento e implantada uma nova linha de engarrafamento, para além de outros investimentos.

 

Jardins da Quinta da Aveleda

 

Importante referir o progresso verificado na informatização, com um projecto integrado que cobre todas as áreas de actividade da empresa e do grupo que entretanto foi nascendo na sua envolvente.
Actualmente a maior empresa exportadora de Vinho Verde é com orgulho que a Aveleda se mantém como empresa familiar em todos os seus aspectos.

 

Características da Quinta da Aveleda

As Follies

Nos códigos de arquitectura, uma Folly é uma estrutura decorativa, não funcional, excêntrica e simbólica, erigida por alguém que se alimenta da simples paixão de construir. Manifestações de pura arte de que a Aveleda se orgulha.

Janela Manuelina do séc. XVI: janela, onde, segundo a tradição, D. João IV terá sido aclamado Rei de Portugal e que foi, mais tarde, oferecida a Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca, que a transportou para os jardins da Quinta da Aveleda.

 

Quinta da Aveleda

 

Fonte das 4 Irmãs: erguida na década de 1920, a fonte foi finalizada pelo Mestre João da Silva, ao gravar nela os perfis em mármore das 4 irmãs Guedes, filhas do proprietário da Quinta. Cada perfil personifica uma das quatro estações do ano.

Torre das Cabras: numa ode à natureza e às antigas gerações da Quinta da Aveleda, foi edificada uma torre de três andares para albergar cabras anãs. Símbolo de fertilidade e abundância, a cabra protagoniza o mito de uma terra que soube sempre dar o seu melhor fruto.

 

Cabras da Quinta da Aveleda

 

Fonte de Nossa Senhora da Vandoma: imponente Fonte de Granito dedicada a Nossa Senhora de Vandoma, padroeira da Cidade do Porto.

 

 

Parques e Jardins

Basta um breve passeio pela Quinta da Aveleda para perceber que aqui a qualidade e perfeição são algo de natural… algo que está presente nos mais pequenos detalhes da sua história e que a família Guedes procura aplicar em tudo o que faz há mais de 300 anos.

 

Jardins da Quinta da Aveleda

Além do seu importante património arquitectónico, a Quinta da Aveleda é também conhecida pelos seus parques e jardins, onde florescem raras espécies de árvores, algumas das quais centenárias, como o cedro japonês, o cipreste dos pântanos ou a sequóia americana.

A Aveleda foi galardoada em 2011 com o prémio internacional Best of Wine Tourism na categoria de «Arquitectura, Parques e Jardins».

Vinhas

Com influência marcadamente atlântica, a altitudes variáveis entre os 200 e 400 metros, a Aveleda possui 205 hectares de vinhas das quais 184 encontram-se no epicentro da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, de onde são provenientes as castas Loureiro, Fernão Pires, Alvarinho, Arinto e Trajadura, utilizadas na produção de alguns dos nossos vinhos. Os outros 21 hectares situam-se na Quinta da Aguieira localizada na Região da Bairrada.

Vinhas da Quinta da Aveleda

Com a reestruturação das vinhas levada a cabo nos últimos 15 anos, toda a filosofia vitícola da Aveleda foi repensada.

Numa constante atitude de sustentabilidade da biodiversidade do ecossistema vitícola, foram adoptadas técnicas modernas e eficazes, harmoniosamente conciliadas com o ambiente, que fomentam a manutenção diversificada dos solos vivos, da fauna e da flora.

 

Visite o site desta maravilhosa quinta aqui.

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Escrito por A Senhora do Monte

Uma homenagem ao Portugal das tradições, dos saberes e dos sabores.